As viagens corporativas costumam consumir uma fatia considerável do orçamento da empresa, mesmo quando o volume de viagens não cresce de um ano para o outro. 

Parte desse gasto acontece porque as passagens são compradas sem planejamento, sem aproveitar o que a própria empresa já gera em pontos e milhas. 

Cartões corporativos, fornecedores e gastos recorrentes podem gerar milhas suficientes para cobrir parte das viagens da equipe, mas isso só funciona com um processo claro de acúmulo e resgate. 

Quando a empresa já tem milhas acumuladas em cartões corporativos ou programas de fidelidade, usar esses pontos para emitir uma passagem reduz o valor pago em dinheiro naquela viagem. 

O ganho aparece quando o custo por milha usado é menor do que o preço da passagem equivalente à vista.

O que são viagens corporativas?

Viagens corporativas são os deslocamentos feitos por colaboradores a serviço da empresa, como reuniões comerciais, visitas a clientes, eventos e treinamentos, com despesas custeadas pela própria organização.

Como funcionam as viagens corporativas nas empresas?

Na maioria das empresas, o processo passa por solicitação do colaborador, aprovação do gestor, compra da passagem e da hospedagem, e prestação de contas depois da viagem.

Quanto maior a empresa, mais esse fluxo tende a passar por um setor de viagens ou por uma agência terceirizada, em vez de compras avulsas feitas por cada área.

Quais são os principais custos envolvidos?

Os custos mais comuns são:

  • Passagem aérea;
  • Hospedagem;
  • Transporte terrestre;
  • Alimentação; 
  • Despesas operacionais como: bagagem extra e seguro viagem. 

Empresas com viagens frequentes também arcam com custos indiretos, como o tempo da equipe gasto organizando cada solicitação. A seção a seguir detalha por que cada um desses custos pesa tanto no orçamento. 

Por que as viagens corporativas pesam tanto no orçamento das empresas?

As viagens corporativas pesam no orçamento porque reúnem vários custos recorrentes ao mesmo tempo, e a maior parte deles varia de acordo com a antecedência da compra e o momento do mercado.

O tamanho desse gasto aparece nos números do setor: segundo a Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas), as agências associadas à entidade faturaram R$ 7,18 bilhões com viagens corporativas entre janeiro e junho de 2026, alta de 14,77% em relação aos R$ 6,25 bilhões do mesmo período de 2025. 

Passagens aéreas

A passagem aérea costuma ser o item de maior valor entre os custos de uma viagem corporativa, principalmente quando a compra acontece perto da data do embarque. 

Preços variam por rota, companhia e disponibilidade de assentos, e reservas de última hora tendem a custar mais do que as feitas com antecedência.

Ainda de acordo com os dados da Abracorp, só o transporte aéreo respondeu por R$ 4,27 bilhões do faturamento total, avanço de 12,84% na comparação anual, e continuou sendo o segmento com maior participação no faturamento das agências associadas. 

Hospedagem

Hospedagem pesa mais quando as viagens acontecem em cidades com alta demanda de eventos ou em períodos de alta temporada. 

Empresas que não negociam tarifas corporativas com redes de hotéis pagam o mesmo valor de um hóspede avulso.

Transporte terrestre

Deslocamentos entre aeroporto, hotel e local de reunião parecem pequenos isoladamente, mas se acumulam quando multiplicados por várias viagens no mês. Aplicativos de transporte, táxi e aluguel de carro entram nessa conta.

Alimentação e despesas operacionais

Alimentação, bagagem extra e outros itens operacionais completam o custo total da viagem. Individualmente parecem pequenos, mas somados ao longo do ano representam uma parte relevante do orçamento de viagens corporativas.

Onde as empresas desperdiçam dinheiro nas viagens corporativas?

As empresas desperdiçam dinheiro nas viagens corporativas principalmente quando compram sem planejamento, decidem sob pressão de prazo e não aproveitam os pontos e milhas que já geram nos próprios gastos.

Falta de planejamento

Sem uma visão antecipada das viagens do mês ou do trimestre, cada solicitação é tratada como um caso isolado. Isso impede negociar tarifas melhores ou usar milhas acumuladas no momento certo.

Compras de última hora

Passagens compradas às vésperas da viagem costumam custar mais, tanto em dinheiro quanto em milhas. 

Empresas que aprovam viagens em cima da hora perdem a chance de escolher voos e assentos mais baratos.

Emissões sem estratégia

Emitir a primeira opção disponível, sem comparar o preço em dinheiro com o custo equivalente em milhas, faz a empresa pagar mais do que precisaria em boa parte das viagens.

Baixo aproveitamento dos programas de fidelidade

Muitas empresas acumulam pontos em cartões corporativos e fornecedores, mas nunca transferem esses pontos para um programa de fidelidade nem os usam para emitir passagens. O saldo fica parado, perde valor com o tempo e, em alguns casos, chega a expirar.

Como reduzir os custos das viagens corporativas utilizando milhas?

As milhas reduzem o custo das viagens corporativas quando substituem parte do valor pago em dinheiro por passagens emitidas com pontos já acumulados pela empresa, otimizando o retorno sobre despesas que já precisam ser pagas. 

O ganho aparece quando o custo por milha usado é menor do que o preço da passagem equivalente à vista.

Quando vale emitir passagens aéreas com milhas?

Vale emitir passagens aéreas com milhas quando o custo por milha necessário para aquele trecho é menor do que o preço da passagem em dinheiro na mesma data e classe. 

Isso costuma acontecer em rotas mais caras ou em períodos de alta demanda, quando o preço em dinheiro sobe mais do que o valor das milhas.

Uma forma de estimar isso é calcular o valor por milheiro, o preço equivalente a cada mil milhas usadas naquela emissão. 

Subtraia as taxas do preço da passagem em dinheiro, divida o resultado pelo número de milhas necessárias para o trecho e multiplique por 1.000. 

Se esse valor for maior do que o custo que a empresa teve para conseguir o milheiro, seja por compra, transferência bonificada ou acúmulo, a emissão tende a compensar. 

É uma estimativa para orientar a decisão, não uma economia garantida, já que o preço em dinheiro e a disponibilidade de assentos em milhas mudam a todo momento.

Como utilizar milhas aéreas em diferentes tipos de viagens corporativas?

As milhas aéreas podem ser usadas em qualquer tipo de deslocamento a serviço, mas o retorno varia conforme o motivo da viagem e a flexibilidade de data.

Emissão de passagens para colaboradores

Viagens individuais de colaboradores para clientes ou filiais costumam ter datas mais flexíveis, o que facilita encontrar passagens com milhas em uma faixa de custo por milha melhor.

Viagens para reuniões comerciais

Reuniões comerciais geralmente têm data fixa e pouca margem de negociação, então o resgate de milhas depende da disponibilidade de assentos no programa de fidelidade para aquele voo específico.

Eventos e congressos

Eventos e congressos têm data marcada com meses de antecedência, o que permite planejar a emissão com milhas com mais folga e evitar o pico de preço que costuma acontecer perto da data do evento.

Deslocamentos operacionais

Deslocamentos recorrentes entre unidades da empresa, para equipes técnicas ou operacionais, favorecem o uso de milhas quando a empresa consegue concentrar o acúmulo de pontos numa rota fixa, o que facilita prever quantas milhas usar por mês.

Quais despesas da empresa podem gerar milhas aéreas?

Geram milhas as despesas pagas por um cartão ou programa vinculado a pontos. É importante notar que a elegibilidade varia conforme o banco e o contrato do cartão corporativo, e o pagamento de fornecedores no crédito deve considerar eventuais taxas de intermediação. 

Cartões corporativos

Cartões de crédito corporativos costumam ser a fonte mais direta de milhas, já que cada gasto da empresa nesse cartão gera pontos que podem ser transferidos para um programa de fidelidade.

Gastos recorrentes

Contas fixas da empresa, como softwares, telefonia e assinaturas, também geram milhas quando pagas usando o cartão, em vez de boleto ou débito automático.

Fornecedores

Pagamentos a fornecedores frequentes, quando feitos pelo cartão de crédito, aumentam o volume de pontos acumulados sem exigir nenhum gasto adicional da empresa.

Compras operacionais

Compras do dia a dia, como material de escritório e insumos, parecem pequenas isoladamente, mas somadas ao longo do ano aumentam de forma relevante o saldo de milhas disponível para viagens.

Quais os principais erros que aumentam os custos das viagens corporativas?

Quais os principais erros que aumentam os custos das viagens corporativas?

Os erros mais comuns são comprar tudo em dinheiro, usar cartões com baixo retorno em milhas, ignorar campanhas bonificadas, emitir sem estratégia e não acompanhar a cotação das milhas.

Comprar todas as passagens em dinheiro

Pagar sempre em dinheiro ignora o saldo de milhas que a empresa já tem, mesmo quando esse saldo cobriria parte ou toda a passagem.

Utilizar cartões de crédito com baixo retorno

Cartões corporativos com poucos pontos por real gasto fazem a empresa acumular menos milhas do que poderia com o mesmo volume de despesas.

Não aproveitar campanhas bonificadas

Programas de fidelidade e fornecedores de pontos costumam oferecer bônus de transferência em determinados períodos. Sem acompanhar essas campanhas, a empresa perde a chance de multiplicar o saldo acumulado sem gasto adicional.

Emitir passagens aéreas sem estratégia

Emitir a primeira opção de voo disponível, sem comparar o custo em milhas com o preço em dinheiro, faz a empresa usar mais pontos do que precisaria em muitas viagens.

Não acompanhar a cotação das milhas

O valor das milhas em relação ao dinheiro muda de acordo com a promoção, o programa e a época do ano. 

Sem acompanhar essa cotação, a empresa não sabe se está usando os pontos no momento mais vantajoso.

Como criar uma estratégia para economizar em viagens corporativas?

Uma estratégia de gestão de viagens corporativas organiza o gasto, o acúmulo e o uso de milhas dentro de um único processo, em vez de tratar cada viagem como uma decisão isolada.

Organizar os gastos da empresa

O primeiro passo é mapear onde a empresa já gasta: cartões corporativos, fornecedores e contas recorrentes. Esse mapeamento mostra quanto desses gastos podem, de fato, gerar milhas.

Escolher os cartões corretos

Cartões corporativos com boa conversão de pontos por real gasto rendem mais milhas com o mesmo volume de despesa. Vale comparar a conversão antes de concentrar o gasto em um único cartão.

Concentrar o acúmulo de pontos

Espalhar pontos entre vários cartões e programas dificulta juntar milhas suficientes para uma passagem. 

Concentrar o acúmulo em um ou dois programas de fidelidade facilita alcançar o volume necessário para emitir.

Aproveitar programas de fidelidade

Transferir pontos de cartão para o programa de fidelidade certo, no momento de uma campanha bonificada, aumenta o número de milhas disponíveis sem gasto adicional.

Planejar as emissões

Emitir com antecedência, e não em cima da data da viagem, amplia as opções de voo disponíveis com milhas e reduz a chance de pagar diferença em dinheiro por falta de assento na classe de resgate.

Acompanhar indicadores de economia

Comparar, viagem a viagem, quanto seria gasto em dinheiro e quanto foi gasto em milhas mostra o quanto a estratégia está realmente economizando. 

Uma forma simples de calcular: divida o preço da passagem em dinheiro pelo número de milhas necessárias para emitir o mesmo trecho. 

Esse valor é o custo por milha equivalente daquela emissão. Comparar esse número ao longo dos meses mostra se a empresa está usando as milhas de forma cada vez mais vantajosa.

Como o Milhas & Gestão ajuda a estruturar essa gestão?

A gestão de milhas melhora a gestão de viagens corporativas porque conecta os pontos que os gastos da empresa já geram ao orçamento de viagens, em vez de deixar esse saldo parado ou expirar sem uso.

Isso exige um processo bem construído: identificar onde a empresa gera pontos, concentrar esse acúmulo, acompanhar a cotação das milhas e decidir, viagem a viagem, quando vale emitir com pontos e quando vale pagar em dinheiro.

O método Milhas & Gestão organiza esse processo em três frentes: organizar a geração de pontos a partir dos gastos que a empresa já tem, avaliar oportunidades de transferência e resgate ao longo do tempo, e incorporar essas decisões à rotina financeira da empresa, em vez de tratá-las como uma tarefa pontual a cada viagem.

Se sua empresa já gasta com cartão de crédito, fornecedores e serviços recorrentes, mas nunca organizou isso para gerar milhas, conheça o Milhas & Gestão para Empresas e veja como estruturar esse processo.

Perguntas frequentes sobre viagens corporativas

O que são viagens corporativas? 

Viagens corporativas são deslocamentos feitos por colaboradores a serviço da empresa, como reuniões comerciais, visitas a clientes e eventos, com despesas de passagem, hospedagem e alimentação custeadas pela organização.

Como reduzir custos com viagens corporativas? 

Os custos caem quando a empresa planeja as viagens com antecedência, negocia tarifas corporativas de hospedagem, usa cartões com boa conversão em milhas e emite parte das passagens com pontos já acumulados, em vez de pagar tudo em dinheiro.

Vale mais a pena comprar uma passagem com dinheiro ou milhas? 

Depende do custo por milheiro daquela emissão. Se o preço da passagem em dinheiro, descontadas as taxas, for maior do que o custo que a empresa teve para conseguir as milhas usadas, a emissão com milhas tende a compensar. 

Quando o preço em dinheiro está baixo ou as milhas são escassas para aquele trecho, comprar a passagem costuma ser a opção mais vantajosa.

Passagens emitidas com milhas têm taxas? 

Sim. A maioria dos programas de fidelidade cobra taxas de embarque, taxas do próprio programa e, em alguns casos, uma diferença em dinheiro além das milhas. 

Esses valores variam por companhia e por rota, e devem entrar no cálculo antes de decidir se vale emitir com pontos.

Empresas pequenas conseguem economizar utilizando milhas? 

Sim. O que determina o resultado não é o tamanho da empresa, mas o volume de gastos recorrentes vinculados a um cartão que gera pontos.

Mesmo empresas pequenas acumulam milhas suficientes para cobrir parte das viagens quando concentram esses gastos em um cartão com boa conversão.

Quais despesas empresariais geram milhas? 

Geram milhas as despesas pagas por um cartão corporativo vinculado a um programa de pontos: contas recorrentes, pagamentos a fornecedores e compras operacionais do dia a dia, entre outras.

Transforme milhas em economia com uma gestão estruturada 

Milhas podem reduzir o desembolso com viagens, mas o resultado depende de controle. A empresa precisa conhecer o custo dos pontos, comparar cada emissão e registrar a economia obtida. 

O Milhas & Gestão ajuda empresários a estruturar esse processo e integrar as decisões sobre pontos e viagens à rotina financeira. 

Conheça o Milhas & Gestão para Empresas e veja como estruturar o uso de pontos e milhas na sua operação.