Na hora de definir o que priorizar em um buscador de passagens com milhas, muitas agências comparam ferramentas pelo número de opções na tela e pelo menor preço exibido. 

O trabalho que ocupa a equipe vem depois da pesquisa. Ou seja, transformar cada resultado em uma proposta com o preço que a agência vai cobrar. 

Quando essa conta fica na cabeça de cada atendente, o mesmo trecho ganha valores diferentes conforme quem atende, e o gestor só percebe no fechamento do mês. 

A ordem de prioridade proposta aqui começa pela precificação configurada em cada resultado e termina no teste com volume real, que é onde a decisão de contratar se confirma.

Por que o menor preço mostrado não deveria ser o único critério?

Um resultado exibido sem a margem da agência ainda passa por uma conta manual antes de chegar ao cliente. Essa etapa devolve à rotina parte do tempo que a pesquisa automática tinha poupado.

O buscador de passagens com milhas, neste contexto, é a ferramenta que pesquisa passagens com preço em milhas nos programas de fidelidade e consolidadoras. A ferramenta não compra nem vende milhas, e a emissão é feita pela agência. 

O menor preço exibido mostra o que o programa ou a companhia cobra pela passagem: uma quantidade de milhas mais as taxas em dinheiro, ou uma tarifa em dinheiro. Para colocar as duas formas na mesma régua, a agência precisa atribuir um valor ao milheiro. 

A proposta enviada ao cliente inclui o que sua agência acrescenta a esse custo, da margem à taxa de serviço.

Quem pesquisa o melhor buscador de passagens com milhas costuma olhar primeiro para o tamanho da vitrine.

Em uma agência com um atendente, a diferença entre custo e proposta se resolve na calculadora. 

Com quatro ou cinco pessoas cotando ao mesmo tempo, cada uma resolve do seu jeito, e o cliente que pede o mesmo trecho duas vezes pode receber dois preços.

A precisão do preço exibido, e se ele ainda vale no momento da emissão, foi tratada em o que torna um buscador de passagens com milhas confiável para uso profissional. 

Com a confiabilidade do dado resolvida, a pergunta passa a ser qual critério pesa mais na decisão de contratar.

Precificação configurada para calcular o preço de venda

Quando a ferramenta já cobre os programas e as consolidadoras que seus clientes pedem, a precificação configurada passa a ser o critério de maior peso na rotina da equipe. É ela que decide se o resultado da pesquisa está pronto para virar proposta.

O preço de venda sai de regras que a gestão define e que a ferramenta aplica a cada cotação, quando oferece esse recurso:

  • Preço por milheiro: valor de venda que sua agência cobra por cada mil milhas usadas na emissão. Não se confunde com o custo de aquisição dessas milhas;
  • Markup: percentual ou valor fixo que sua agência acrescenta à tarifa ou ao valor convertido das milhas;
  • Taxas extras: valores cobrados pela agência, como taxa de serviço ou de emissão. Não se confundem com as taxas de embarque cobradas pelo programa de fidelidade.

Quando a agência fornece as milhas, o valor por milheiro integra a formação do preço da proposta. 

Quando o saldo pertence ao cliente, ele pode servir como referência para comparar a emissão com milhas e a tarifa em dinheiro, sem representar uma cobrança da agência. 

As taxas e a remuneração pelo serviço devem ser informadas conforme o modelo de atendimento contratado.

Um exemplo com valores hipotéticos mostra onde o erro aparece. A agência obteve as milhas a R$ 18 por milheiro, e esse é o custo de aquisição. A regra de preço define R$ 22 por milheiro como valor de venda e uma taxa de serviço de R$ 60.

Um trecho pede 30.000 milhas e R$ 85 de taxas de embarque. O preço de venda fica em R$ 805:

  • R$ 660 pelas milhas;
  • R$ 85 de taxas de embarque repassadas ao programa;
  • R$ 60 de taxa de serviço.

Esse total mostra a composição da proposta, e preço de venda calculado ainda não é margem. A remuneração da agência vem de duas partes. A primeira é a diferença entre o valor de venda e o custo do milheiro, que no exemplo soma R$ 120. A segunda é a taxa de serviço, de R$ 60.

Somadas, as duas partes dão R$ 180 antes das demais despesas da operação. A tarifa do meio de pagamento e o custo da equipe, entre outras despesas, saem desse valor, e só depois delas aparece a margem líquida da venda.

Agora suponha que um atendente use o valor de venda de R$ 20 por milheiro, que valia na semana anterior. O preço de venda cai para R$ 745, e o efeito depende do custo:

  • Custo mantido em R$ 18: a diferença sobre as milhas cai para R$ 60, e o resultado antes das despesas passa de R$ 180 para R$ 120.
  • Custo subiu para R$ 22 e a proposta de R$ 745 foi mantida: a agência vende as milhas R$ 60 abaixo do custo, e a taxa de serviço só cobre essa perda. A venda termina sem resultado antes das demais despesas.

Nos dois casos, a diferença passa sem registro quando cada atendente faz a conta por conta própria.

Quando a cobertura já atende aos pedidos mais frequentes, vale avaliar onde a equipe ainda perde tempo. Se o gargalo está na montagem da proposta, a precificação configurada ganha peso na escolha.

A regra de preço também envelhece. O custo do milheiro muda com campanhas de transferência e com a cotação das milhas no mercado. 

Se o custo sobe e o valor de venda continua o mesmo, a margem encolhe sem que nenhuma cotação pareça errada.

A taxa de embarque entra na mesma conta e nem sempre vem da busca. Quando a companhia não informa esse valor, algumas ferramentas usam uma taxa fixa definida pela agência, e a proposta enviada ao cliente precisa deixar claro que a taxa será confirmada na emissão.

A pergunta útil numa demonstração é quem atualiza a regra e a partir de quando ela passa a valer para toda a equipe. Leve também estas perguntas:

  • A regra de preço vale para toda a equipe ou pode variar por atendente?
  • É possível definir valores diferentes por companhia aérea, programa de fidelidade ou consolidadora?
  • A cotação mostra separadamente milhas, taxas do programa e valor acrescentado pela agência?
  • Quem tem permissão para alterar markup e preço por milheiro?
  • Existe um campo para registrar o custo das milhas e acompanhar a margem de cada venda?
  • O que a ferramenta usa quando a companhia não informa a taxa de embarque na busca?

Volume de pedidos que a ferramenta sustenta sem perder padrão

Escala, para um sistema de busca de passagens com milhas, significa aplicar regras comerciais consistentes e registrar as condições de cada proposta. 

Uma ferramenta pensada para a agência de viagens pode entregar boa pesquisa e mesmo assim deixar a equipe sem padrão.

O problema surge em situações comuns. O cliente pede cotação de manhã, responde à tarde e cai com outro atendente, que precisa encontrar a proposta original com data, valores e condições informadas. 

Se a cotação ficou só na conversa de quem atendeu primeiro, o segundo atendente refaz a pesquisa, encontra outro preço e precisa explicar a diferença ao cliente.

Antes de contratar, confirme com o fornecedor:

  • Quantos usuários o plano comporta e se cada um tem acesso próprio;
  • Se há limite de pesquisas e o que acontece quando a equipe o atinge;
  • Se os pedidos ficam em um painel visível para toda a equipe, com a etapa de cada um;
  • Se é possível identificar quem fez cada cotação.

Um teste simples revela se o padrão existe, e separa as duas causas. Dois atendentes cotam o mesmo trecho, para a mesma data de voo, e comparam os componentes da proposta: preço por milheiro, markup e taxa de serviço aplicados. 

Se esses componentes divergem, a regra de preço depende de cada pessoa. Se só o valor em milhas ou a tarifa mudou, a diferença veio da oferta no momento da pesquisa. 

Onde termina a busca e começa a decisão comercial?

A escolha entre emitir com milhas ou com tarifa em dinheiro, e qual opção oferecer ao cliente, é decisão comercial da sua agência. 

A ferramenta entrega as opções com custo e margem, e o critério de escolha vem do perfil de cada pedido. 

Uma opção em milhas mais barata pode perder para a tarifa em dinheiro em alguns casos. Um exemplo é a regra de alteração mais rígida no programa. Outro é a política de viagem do cliente corporativo que exige uma companhia específica.

Os dois valores podem mudar até a emissão. O programa pode alterar a quantidade de milhas exigida ou deixar de oferecer assentos naquele voo, e a tarifa em dinheiro pode subir ou esgotar. 

Em pedidos com vários passageiros, haver assento para um não garante lugar para o grupo nas mesmas condições.

Enquanto a proposta aguarda aprovação, sua agência:

  • Informa ao cliente que valores e disponibilidade podem mudar até a emissão;
  • Define com ele um prazo para aprovação;
  • Mantém uma alternativa de horário, rota ou companhia, quando houver;
  • Consulta o voo novamente antes de emitir;
  • Pede nova aprovação se as condições mudarem.

Desconfie da promessa de que a ferramenta escolhe sozinha a melhor opção. Ela ordena e calcula, e a responsabilidade pela venda e pela emissão continua com sua agência.

Como decidir entre testar e migrar de vez?

Migrar só faz sentido depois que a ferramenta passa por um período com pedidos reais, cotados pela equipe que vai usá-la no dia a dia. 

Mesmo que a demonstração use exemplos escolhidos pelo fornecedor, o teste precisa incluir as rotas e os programas mais frequentes nos pedidos da sua agência.

  1. Separe as rotas e os programas que mais aparecem nos pedidos dos últimos meses;
  2. Coloque parte da equipe para cotar esses pedidos na ferramenta nova, com o processo atual funcionando em paralelo;
  3. Meça em cada pedido o tempo entre a solicitação e o envio da proposta e a necessidade de ajuste manual no preço;
  4. Repita a comparação entre dois atendentes, com as mesmas condições de pesquisa, em dias diferentes;
  5. Antes de começar, defina a meta de aprovação: um tempo máximo entre a solicitação e o envio da proposta e um limite aceitável de ajustes manuais no preço. O tempo que o processo atual leva hoje serve de referência.

Durante o teste, avalie também:

  • Confiabilidade: confira uma amostra dos resultados no canal de emissão antes de emitir, com os mesmos passageiros, datas e cabine da cotação
  • Capacidade: coloque todos os atendentes do teste para consultar ao mesmo tempo, no horário de maior movimento, e anote se a pesquisa perdeu velocidade ou se o limite de pesquisas do plano foi atingido;
  • Custo total: some a assinatura, os usuários adicionais, as integrações e as cobranças extras previstas em contrato, como pesquisas acima do limite, quando houver;
  • Suporte: verifique quais canais o suporte atende e em que horário, e como ele responde quando a pesquisa falha no meio de um atendimento. Abrir um chamado real durante o teste mostra isso na prática.

Com o teste aprovado, a migração pede duas decisões. A primeira é a data a partir da qual todo pedido novo entra só na ferramenta nova. 

A segunda é o destino do histórico e dos processos vinculados à ferramenta atual, quando existirem. Um buscador nem sempre concentra todo o atendimento ou o histórico comercial da agência. 

Parte dele pode estar em planilha, CRM ou sistema de gestão, e só o que depende da ferramenta atual entra nessa decisão. 

As perguntas a fazer ao fornecedor sobre esse histórico estão no guia sobre o que analisar antes de escolher um sistema para agência de viagens.

Como o Busca Milhas Agência responde a esses critérios?

Como o Busca Milhas Agência responde a esses critérios?

Entre os critérios deste guia, a precificação configurada e o acompanhamento dos pedidos são os que dependem diretamente da ferramenta. Quando falham, a equipe refaz propostas e o critério de preço muda conforme quem atende.

O Busca Milhas é uma plataforma de tecnologia que agências usam para pesquisar passagens com milhas nos programas de fidelidade e tarifas em dinheiro em companhias e consolidadoras. 

Ele não compra nem vende milhas, e a venda e a emissão das passagens ficam com sua agência.

No Busca Milhas Agência, esses critérios encontram os seguintes recursos:

  • Precificação configurada: na tela de Precificação, sua agência cria perfis com markup, taxas extras e preço por milheiro para cada companhia aérea e consolidadora, com regras separadas para emissões com milhas e tarifadas. Os perfis podem ser editados, duplicados ou desativados;
  • Taxa de embarque: se a companhia não retorna a taxa na busca, o perfil aplica um valor fixo definido pela agência para voos nacionais e internacionais;
  • Pedidos por etapa: a tela de Pedidos organiza cada pedido por etapa (em análise, em aberto, em emissão, emitidos, concluídos ou cancelados), com data, trecho, companhia, pagamento e valor total. Sua equipe aprova pedidos na própria lista e extrai relatório, com busca por usuário ou número do pedido;
  • Indicadores do mês: o Dashboard mostra o faturamento do mês, com pedidos emitidos e ticket médio comparados aos meses anteriores, para acompanhar o resultado antes do fechamento.

Para ver a precificação e o painel de pedidos com as rotas que sua equipe cota todo dia, converse com um especialista do Busca Milhas Agência. 

Depois de entender o volume e o tipo de operação da sua agência, o especialista poderá liberar o acesso para validação.

Perguntas frequentes sobre o que priorizar em um buscador de passagens com milhas

Vale mais escolher o buscador com mais opções de resultado ou o que já calcula a margem?

Os dois critérios se somam, e a ordem de peso depende do gargalo da sua agência. Se os clientes pedem rotas que a ferramenta atual não cobre, a amplitude da pesquisa vem primeiro, porque nenhuma precificação configurada compensa a opção que não aparece. 

Se a cobertura já atende e o tempo se perde na montagem da proposta, a precificação configurada passa à frente.

Um buscador de passagens com milhas para agente sozinho serve também para uma equipe maior?

Serve enquanto a equipe consegue manter o mesmo preço e o mesmo registro sem depender de combinados informais. 

O sinal que deixou de servir costuma ser o acesso compartilhado: com vários atendentes no mesmo login, some a informação de quem cotou cada pedido. 

É possível testar um buscador de passagens com milhas antes de contratar?

Depende do fornecedor e do plano. Há períodos gratuitos com prazo definido, e há liberação feita depois de uma conversa comercial. 

No Busca Milhas Agência, o acesso para validação passa por uma conversa com um especialista, que libera a plataforma depois de entender o volume e o tipo de operação da agência. 

Antes de começar, pergunte a duração do teste e se há limite de pesquisas ou de usuários no período.

O que muda na prioridade de escolha entre uma agência pequena e uma de médio porte?

Na agência pequena, com um ou dois atendentes, pesam mais a cobertura de programas e consolidadoras e a velocidade da pesquisa, porque a mesma pessoa cuida da busca e da proposta. 

Na de médio porte, a prioridade passa para a regra de preço comum e o registro dos pedidos. Nesse porte, o risco maior é cada atendente cobrar um valor diferente pelo mesmo trecho.

A escolha certa considera a próxima fase da sua operação

Nenhum critério vale igual para toda agência, e a prioridade muda quando a operação cresce. A decisão mais cara costuma ser a que resolve só o momento atual.

Uma ferramenta escolhida quando a agência tinha dois atendentes pode obrigar a uma nova troca quando o terceiro e o quarto chegam, com outro teste e outra migração de histórico pela frente.

Na avaliação, coloque lado a lado o volume de hoje e o que sua agência planeja para os próximos doze meses.

Se a contratação de novos atendentes está no plano, a precificação configurada e o painel de pedidos entram na lista de requisitos desde a primeira demonstração.

Antes da demonstração do Busca Milhas Agência, defina a meta de tempo e o limite de ajustes manuais que o teste precisa atingir com a equipe prevista para o próximo ano.