Agentes e agências de viagens.

Perfil do turista: como entender o viajante e adaptar o atendimento da agência

Perfil do turista: viajante observando paisagem litorânea e ícones de prioridades de viagem.

O perfil do turista reúne as características, motivações e preferências que influenciam uma viagem. Ele ajuda a entender por que alguém escolhe um destino, quanto pode gastar, como pesquisa e qual apoio espera antes e durante o deslocamento.

Para quem viaja, conhecer essas prioridades facilita o planejamento. Para uma agência, permite apresentar opções que fazem sentido para o cliente, desde os horários dos voos até o ritmo do roteiro.

Em 2026, essa análise precisa considerar custos, canais digitais e diferentes expectativas de atendimento. Um cliente pode pesquisar por conta própria e ainda procurar orientação profissional para comparar alternativas e decidir.

O que compõe o perfil do turista?

O perfil do turista combina características pessoais com os objetivos e as condições de cada viagem. Idade, origem e renda ajudam a contextualizar o viajante, mas precisam ser acompanhadas de informações sobre suas expectativas e critérios de escolha. Duas pessoas com idade e orçamento semelhantes podem desejar experiências muito diferentes.

Para a agência, os principais aspectos a observar são:

  • Motivação: o motivo da viagem e o que o cliente espera dela. Descansar, visitar familiares, conhecer uma cultura ou participar de um evento são objetivos que influenciam a escolha do destino, a localização da hospedagem e a organização dos dias.
  • Orçamento: o limite total disponível e como o cliente deseja distribuir os gastos entre passagens, hospedagem, alimentação, deslocamentos e atividades. Confirme quais despesas estão incluídas nesse valor e em quais serviços ele prefere economizar ou investir mais.
  • Companhia: quem participa da viagem e quais necessidades precisam ser conciliadas. Viajar sozinho, em casal, com amigos ou em família pode mudar os horários mais adequados, a acomodação e o ritmo do roteiro. Em grupos, também vale identificar quem participa das decisões.
  • Tempo: a duração da viagem, a antecedência do planejamento e a flexibilidade de datas. Considere o tempo gasto em voos, conexões e deslocamentos, além dos dias no destino. Confirme compromissos obrigatórios e quais alternativas de horários e aeroportos são viáveis.
  • Preferências: o nível de conforto, a localização da hospedagem, as experiências desejadas e o equilíbrio entre atividades e tempo livre. Traduza preferências amplas em escolhas concretas: “conforto” pode significar um voo direto, menos mudanças de hotel ou uma hospedagem próxima às atrações.
  • Necessidades específicas: condições de acessibilidade, mobilidade, alimentação e outras demandas que influenciam a seleção dos serviços. Pergunte qual estrutura ou apoio é necessário e confirme com os fornecedores se a oferta atende ao que foi solicitado.
  • Forma de decisão: como o cliente pesquisa, compara opções e quanto deseja participar do planejamento. Alguns chegam com ofertas selecionadas; outros precisam de orientação desde a escolha do destino. Entender suas dúvidas e o apoio esperado ajuda a ajustar a comunicação e o atendimento.

O perfil deve ser confirmado em cada atendimento, porque as prioridades podem mudar conforme a viagem. Quem aceita uma conexão longa viajando sozinho pode preferir um voo direto quando acompanha crianças ou precisa chegar descansado para um compromisso.

O que as pesquisas ajudam a entender sobre o turista em 2026?

Entender o perfil do turista exige observar como ele pesquisa, compara alternativas e distribui o orçamento. Estudos publicados em 2025 e 2026 ajudam a contextualizar essas decisões e oferecem referências para as agências organizarem seu atendimento.

A interpretação precisa considerar quem foi ouvido, quando os dados foram coletados e qual mercado foi analisado. Pesquisas com brasileiros e levantamentos sobre visitantes estrangeiros no Brasil retratam públicos diferentes. Para a agência, esses estudos ajudam a formular perguntas e avaliar propostas; as necessidades de cada cliente devem ser confirmadas no atendimento.

O custo total influencia a escolha do destino

A pesquisa O Viajante Brasileiro, da Globo, realizada online de 30 de maio a 9 de junho de 2025, ouviu mil pessoas com 18 anos ou mais no Brasil, que haviam viajado nos últimos 12 meses ou pretendiam viajar nos 12 meses seguintes. Entre os participantes, 76% disseram comparar preços em diferentes sites antes de reservar, enquanto 71% afirmaram escolher o destino considerando o custo total da viagem.

Uma aplicação prática desses resultados é organizar a proposta em torno do orçamento completo. Passagens, hospedagem, bagagem, alimentação, transporte no destino e atividades precisam caber no limite definido pelo cliente.

Por exemplo, um voo para um aeroporto mais distante pode apresentar uma tarifa menor, mas exigir um traslado mais caro. Da mesma forma, chegar de madrugada pode gerar uma diária adicional ou restringir as opções de transporte. Esses custos devem entrar na comparação antes de recomendar a alternativa.

Para a agência, explicar o custo final e as condições incluídas torna a proposta mais útil. Ao comparar ofertas, vale indicar bagagem, localização da hospedagem, deslocamentos necessários e serviços contratados. Isso permite que o cliente entenda por que duas viagens para o mesmo destino podem ter preços e conveniências diferentes.

A inteligência artificial participa da pesquisa e da preparação da viagem

Segundo o estudo da Booking.com sobre inteligência artificial nas viagens, divulgado em maio de 2026, 63% dos brasileiros pesquisados utilizaram IA no planejamento ou durante viagens em 2025. Entre os usuários da tecnologia, 44% buscaram sugestões de atividades e restaurantes, 36% recorreram a ela para preparar a viagem e 18% a utilizaram para realizar reservas.

O levantamento foi realizado em janeiro de 2026 com adultos que haviam feito ao menos uma viagem de lazer nos últimos 12 meses, planejavam viajar em 2026 e participavam das decisões de viagem ou eram os principais responsáveis por elas. A amostra total reuniu 32.800 pessoas em 34 mercados; esse número não corresponde exclusivamente aos participantes brasileiros.

Os resultados sugerem que a agência pode receber clientes com ideias e comparações já organizadas com ajuda da IA. Uma forma de aproveitar esse material é perguntar o que despertou interesse no roteiro e quais escolhas o viajante considera indispensáveis.

A partir daí, o profissional pode verificar a viabilidade da proposta: tempo disponível, distância entre atrações, horários de funcionamento, disponibilidade dos serviços e orçamento. Um roteiro que parece interessante no papel pode exigir deslocamentos incompatíveis com a duração da viagem.

As informações usadas para contratar serviços precisam ser confirmadas nas fontes responsáveis. Preços, disponibilidade, documentação e regras de alteração não devem depender apenas de uma resposta de IA. No atendimento, a agência pode explicar essas verificações e transformar as sugestões iniciais em opções concretas para o cliente.

Antecedência de pesquisa não significa flexibilidade de datas

Na pesquisa O Viajante Brasileiro, 63% dos viajantes pesquisados afirmaram começar a pesquisar o destino com pelo menos seis meses de antecedência. O dado descreve um hábito daquele público e não determina o prazo ideal para comprar qualquer passagem ou reservar qualquer viagem.

Para aplicar essa informação ao atendimento, a agência precisa distinguir três aspectos: quando o cliente começou a pesquisar, quando pretende contratar e o que pode mudar na viagem.

Uma família pode iniciar o planejamento com antecedência e ter datas restritas ao calendário escolar. Já uma pessoa que decide viajar poucas semanas antes pode aceitar diferentes dias, aeroportos ou destinos. Cada situação exige uma estratégia de pesquisa própria.

Antes de ampliar a busca, confirme:

  • Quais datas de saída e retorno são obrigatórias.
  • Se há compromissos que determinam o horário de chegada.
  • Quais aeroportos são viáveis, considerando o deslocamento.
  • Quantas conexões e qual duração total são aceitáveis.
  • Se o destino está definido ou pode ser substituído.

Essas respostas ajudam a direcionar a comparação. Quando as datas são fixas, a agência pode concentrar a pesquisa nas combinações que atendem aos compromissos. Quando há flexibilidade, pode explorar alternativas e explicar quanto cada mudança representa em custo, tempo e conforto.

As experiências desejadas mudam a composição da viagem

O relatório de viagens de 2026 do Mastercard Economics Institute identificou diferenças na distribuição dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil conforme a origem. Entre os grupos analisados, visitantes argentinos destinaram uma parcela maior dos gastos ao varejo, britânicos concentraram uma parcela relevante em restaurantes e chilenos se destacaram na participação de experiências e entretenimento ao vivo. O recorte é de turismo internacional receptivo e não deve ser generalizado para todos os viajantes brasileiros.

Uma aplicação ao atendimento é investigar o que o cliente deseja fazer no destino antes de selecionar hospedagem e atividades. Viajar para conhecer restaurantes, acompanhar um evento ou descansar pode exigir escolhas diferentes, mesmo quando a cidade e o orçamento são semelhantes.

Por exemplo, para uma viagem centrada em gastronomia, a localização da hospedagem e o acesso aos restaurantes desejados podem orientar o roteiro. Para quem vai a um festival, horários de transporte e distância até o evento podem ter mais peso. Já quem busca descanso pode preferir menos deslocamentos e mais tempo livre.

Perguntas como “quais experiências você não quer deixar de viver?” e “quanto tempo deseja reservar para cada atividade?” ajudam a tornar essas prioridades concretas. A agência pode usar as respostas para distribuir o orçamento e apresentar escolhas coerentes com o objetivo da viagem.

Quais perfis de turistas a agência pode identificar no atendimento?

As motivações, o orçamento e a forma de planejar ajudam a reconhecer diferentes perfis de turistas. Os exemplos abaixo servem como referências para o atendimento, sem constituir uma classificação científica. Um mesmo cliente pode combinar características de vários perfis, dependendo da viagem.

  • Turista que prioriza economia: compara preços e busca uma viagem que caiba no orçamento total. Pode aceitar mudanças de datas, aeroportos ou hospedagem, desde que a economia compense os custos adicionais e o tempo de deslocamento. A agência deve apresentar o valor final e explicar as condições de cada alternativa.
  • Turista que prioriza conforto e praticidade: valoriza horários convenientes, menos conexões, hospedagem bem localizada e facilidade nos deslocamentos. Para atendê-lo, é preciso descobrir quais comodidades são indispensáveis e quanto ele aceita investir nelas.
  • Turista interessado em experiências locais: escolhe atividades ligadas à gastronomia, cultura, natureza ou cotidiano do destino. A agência pode organizar a proposta a partir das experiências desejadas, considerando localização, duração dos passeios e tempo livre.
  • Turista que viaja em família: precisa conciliar os interesses e as necessidades dos participantes. Horários dos voos, configuração dos quartos, alimentação e ritmo das atividades podem pesar na decisão. O atendimento deve confirmar essas condições com o grupo.
  • Turista que combina trabalho e lazer: organiza a viagem em torno de compromissos profissionais e aproveita os períodos disponíveis para conhecer o destino. A agência deve considerar os horários obrigatórios, a localização dos compromissos e o tempo reservado às atividades de lazer.
  • Turista que pesquisa com autonomia: consulta sites, avaliações, comparadores e ferramentas de inteligência artificial antes de contratar. Pode chegar à agência com opções selecionadas e procurar ajuda para verificar condições ou decidir. O profissional deve aproveitar essa pesquisa e esclarecer diferenças entre as ofertas.
  • Turista que prefere apoio no planejamento: deseja ajuda para escolher o destino, organizar o roteiro e contratar os serviços. A agência deve entender quais etapas ele pretende delegar, explicar o que está incluído no atendimento e apresentar as opções com clareza.
  • Turista que utiliza milhas no planejamento: considera as milhas uma alternativa para viabilizar a viagem e compara as opções com tarifas em dinheiro. Avalia a quantidade de milhas exigida, as taxas, os horários e as condições da passagem. A agência pode ajudá-lo a verificar se a opção atende ao orçamento e às prioridades da viagem.

Identificar esses perfis ajuda a direcionar a proposta. Um cliente pode pesquisar com autonomia, viajar em família e priorizar conforto ao mesmo tempo. A combinação das características é o que orienta o atendimento, e deve ser confirmada a cada nova viagem.

Quais prioridades ajudam a diferenciar os perfis de turistas?

As prioridades do turista aparecem nas escolhas que ele aceita fazer: mudar a data para reduzir o custo, pagar mais por um voo direto ou reservar parte do orçamento para uma experiência específica. Para a agência, entender essas decisões ajuda a selecionar opções e explicar as diferenças entre elas.

Um mesmo cliente pode combinar várias prioridades. Quem busca economia pode considerar indispensável uma hospedagem bem localizada. Uma família pode aceitar datas alternativas, mas precisar de horários de voo compatíveis com a rotina das crianças. Por isso, o atendimento deve identificar tanto as preferências quanto as condições que precisam ser respeitadas.

A imagem abaixo reúne exemplos de prioridades, informações a confirmar e formas de adaptar a proposta. São referências práticas para o atendimento, sem representar uma classificação científica ou percentuais do mercado.

Para usar essas referências, pergunte ao cliente o que é indispensável e em quais pontos ele aceita alternativas. Se a prioridade for economia, confirme se há flexibilidade de datas e aeroportos. Se for conforto, investigue o limite de conexões e o tempo de deslocamento aceitável. Se forem experiências locais, entenda quais atividades devem orientar a localização da hospedagem e a distribuição dos dias.

Quando houver conflito entre prioridades, apresente a consequência de cada escolha. Um voo mais barato pode aumentar o tempo de viagem; uma hospedagem mais próxima das atrações pode reduzir gastos com transporte. Essa comparação permite que o cliente decida com clareza e ajuda a agência a construir uma proposta coerente com o orçamento e o objetivo da viagem.

Quais perguntas fazer para identificar o perfil do turista?

Antes de pesquisar passagens e hospedagem, a agência precisa entender o que torna uma opção adequada para aquele cliente. As perguntas abaixo ajudam a transformar expectativas em critérios de pesquisa e evitam propostas que não atendem ao orçamento ou às necessidades da viagem.

  1. Qual é o objetivo principal da viagem?
    Descanso, trabalho, visita a familiares ou participação em um evento? Pergunte também o que o cliente considera indispensável na experiência. A resposta ajuda a definir localização da hospedagem, horários de chegada e prioridades do roteiro.
  2. Quem vai viajar e quais necessidades precisam ser consideradas?
    Confirme o número de passageiros, a presença de crianças e as necessidades de acomodação, alimentação ou acessibilidade. Em grupos, identifique quem participa da decisão e quais preferências precisam ser conciliadas.
  3. Qual é o orçamento total e o que precisa estar incluído?
    Esclareça se o valor informado contempla apenas passagens e hospedagem ou também bagagem, alimentação, transporte e atividades. Pergunte em quais itens o cliente aceita economizar e quais justificariam um investimento maior.
  4. Quais datas, horários e condições são obrigatórios?
    Verifique compromissos com horário definido, limite para o retorno, aeroportos viáveis, necessidade de bagagem e restrições a conexões. Essas informações delimitam as opções que podem entrar na proposta.
  5. O que pode mudar para economizar ou ganhar conforto?
    Confirme se o cliente aceita viajar em outros dias, utilizar outro aeroporto, mudar a duração da estadia ou considerar outro destino. Explique que cada alternativa deve ser avaliada pelo custo total e pelo impacto no deslocamento.
  6. Há milhas disponíveis para considerar na pesquisa?
    Se o cliente quiser utilizar o próprio saldo, pergunte em quais programas possui milhas e qual quantidade está disponível. Isso ajuda a avaliar as possibilidades de emissão, sem presumir que serão mais vantajosas que as tarifas em dinheiro. Não solicite senhas para esse diagnóstico.
  7. O que já foi pesquisado e em quais etapas o cliente precisa de ajuda?
    Peça que compartilhe as opções encontradas e explique o que gostou ou o que gerou dúvidas. Confirme se procura apenas uma passagem ou apoio também com hospedagem, roteiro e outros serviços.

Ao final, confirme o entendimento antes de iniciar a busca. Uma síntese como “a prioridade é viajar dentro deste orçamento, chegar antes do evento e evitar conexões longas” permite que o cliente corrija informações e ajuda a agência a direcionar a pesquisa. Registre apenas os dados necessários ao atendimento.

Como adaptar o atendimento da agência ao perfil do turista

Depois de identificar as prioridades do turista, a agência deve usá-las para orientar a pesquisa, selecionar alternativas e explicar suas recomendações. Isso ajuda a construir uma proposta compatível com o orçamento, os compromissos e a experiência que o cliente deseja.

Transforme as respostas em critérios de pesquisa

Separe o que é obrigatório do que pode ser negociado. Se há um evento com horário definido, a chegada a tempo deve orientar a seleção dos voos. Se as datas estão abertas, a pesquisa pode incluir outras combinações de dias e aeroportos, desde que os deslocamentos adicionais façam sentido.

Use o orçamento como limite para o conjunto da viagem. Ao selecionar uma passagem, considere quanto ainda precisa ficar disponível para hospedagem, alimentação e atividades. As necessidades dos passageiros também devem entrar nos filtros de horários, conexões e bagagem.

Apresente alternativas comparáveis

Em vez de enviar uma lista extensa de voos, selecione opções e explique os critérios: custo final, duração, conexões, bagagem e regras de alteração e cancelamento.

Por exemplo, uma opção pode ter menor preço e outra oferecer um horário mais conveniente. Mostre a diferença e deixe o cliente escolher com base nas próprias prioridades.

Ajuste a comunicação ao nível de conhecimento

Quem está na primeira viagem internacional pode precisar de explicações detalhadas sobre conexão e documentação. Um viajante frequente pode preferir uma comparação objetiva das condições.

Combine o canal de contato e deixe claro como funciona o suporte contratado. Confirme as informações importantes por escrito para que o cliente possa consultá-las.

Use o retorno dos clientes para melhorar o processo

Registre motivos de escolha e de desistência, dúvidas recorrentes e avaliações após a viagem. Esses dados ajudam a identificar problemas concretos, como propostas acima do orçamento ou explicações insuficientes sobre bagagem.

Pesquisas externas orientam o contexto; o histórico da própria agência ajuda a entender seu público. Compare informações equivalentes e atualize o diagnóstico quando a viagem mudar.

Como as milhas podem ajudar no planejamento de uma viagem?

As milhas acumuladas em programas de fidelidade podem ser utilizadas para emitir passagens aéreas, conforme as regras e a disponibilidade de cada programa. Para quem possui saldo, elas oferecem uma alternativa à compra integral da passagem em dinheiro.

Quando a emissão apresenta uma relação vantajosa entre milhas, taxas e tarifa em dinheiro, ela pode reduzir o desembolso com o transporte aéreo. Isso permite reservar parte do orçamento para hospedagem, alimentação e experiências no destino. A vantagem depende da comparação de cada oferta, considerando também o custo de obtenção das milhas.

As milhas podem contribuir de diferentes formas:

  • Aproveitar um saldo já acumulado: pontos transferidos de programas de cartões e milhas obtidas em voos ou outras atividades elegíveis podem fazer parte do planejamento da próxima viagem.
  • Ampliar as alternativas de pesquisa: comparar passagens em dinheiro e em milhas permite avaliar diferentes opções para o mesmo trajeto.
  • Explorar datas e destinos: quem tem flexibilidade pode pesquisar combinações compatíveis com o saldo e com o orçamento disponível.
  • Organizar o uso do saldo: acompanhar a validade das milhas ajuda a planejar seu aproveitamento, evitando uma emissão apressada apenas para impedir que expirem.

Ter milhas, porém, não significa que qualquer emissão será vantajosa. Uma passagem pode exigir uma quantidade elevada de milhas, incluir taxas ou apresentar horários pouco convenientes. Comprar milhas ou transferir pontos também deve depender de uma avaliação prévia das condições da viagem.

Por isso, o saldo deve ser considerado junto com o objetivo, as datas e as necessidades dos passageiros. A melhor escolha é aquela que apresenta uma relação adequada entre custo total, disponibilidade e conveniência.

Como o Busca Milhas apoia a pesquisa de passagens da agência?

Depois de identificar o perfil do turista, a agência precisa transformar suas prioridades em critérios de pesquisa. Datas, aeroportos, horários, conexões e orçamento ajudam a selecionar passagens adequadas à viagem.

O sistema para agência de viagens do Busca Milhas reúne a pesquisa de passagens em diferentes fontes, incluindo programas de fidelidade. Isso facilita a consulta de alternativas e apoia a comparação antes de apresentar uma proposta ao cliente.

Na prática, a agência pode usar a pesquisa para:

  • Comparar opções para o trajeto solicitado: avaliar as alternativas encontradas considerando custo, horários e condições da passagem.
  • Pesquisar combinações aceitas pelo cliente: consultar outras datas ou aeroportos quando houver flexibilidade, considerando também os deslocamentos adicionais.
  • Selecionar voos coerentes com o perfil da viagem: priorizar horários convenientes para uma família, chegada compatível com um compromisso ou alternativas dentro do orçamento.
  • Explicar as diferenças entre as ofertas: mostrar por que uma opção pode ser mais adequada em custo, duração ou conforto.

Os resultados precisam ser avaliados pela agência antes da recomendação. Uma passagem com menor custo pode exigir uma conexão longa ou apresentar condições incompatíveis com as necessidades dos passageiros. Tarifas, disponibilidade, bagagem e regras aplicáveis também devem ser confirmadas antes da emissão.

Ao reunir a pesquisa e os critérios definidos no atendimento, a agência consegue apresentar opções com justificativas claras e ajudar o cliente a decidir de acordo com suas prioridades.

Perguntas frequentes sobre perfil do turista

O que é perfil do turista?

É o conjunto de características, motivações, preferências e condições que influenciam as escolhas de uma viagem. Inclui orçamento, companhia, datas, interesses e forma de pesquisar e contratar serviços.

Existe um único perfil do turista brasileiro?

Não. As prioridades variam entre pessoas e viagens. Pesquisas ajudam a identificar padrões no público estudado, mas precisam ser interpretadas conforme sua abrangência e metodologia.

Qual é a diferença entre perfil e comportamento do turista?

Para organizar o atendimento, o perfil descreve características e prioridades do viajante. O comportamento se refere a ações, como pesquisar destinos, comparar preços e contratar serviços. Os dois ajudam a compreender a decisão.

Como a agência identifica o perfil de um cliente?

Com perguntas sobre objetivo da viagem, orçamento, datas, passageiros e preferências. As respostas devem ser confirmadas no atendimento e atualizadas quando as condições mudarem.

Usar inteligência artificial elimina a necessidade de uma agência?

O uso de IA pode ajudar na pesquisa e na geração de ideias. A necessidade de atendimento profissional depende do apoio que o viajante procura, da complexidade da viagem e dos serviços que deseja contratar.

Passagens com milhas são adequadas para qualquer viagem?

A adequação depende da disponibilidade, do custo e das condições de cada opção. Compare com tarifas em dinheiro e considere horários, bagagem, taxas e regras antes de decidir.

 

Entender o perfil do turista ajuda sua agência a definir o que considerar em cada proposta, do orçamento aos horários e às conexões. Para apoiar a pesquisa de passagens com milhas, conheça o sistema para agência de viagens do Busca Milhas e compare opções de acordo com as necessidades dos seus clientes.